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Hildegard von Bingen


Crédito: Discogs.com


Hildegard foi uma Monja beneditina que nasceu em 1098 na pequena localidade de Bingen, na Alemanha medieval. Dois anos antes, em 1096, a primeira cruzada havia partido para Jerusalém.


Em 1095, o papa Urbano II conclamou a cristandade a “libertar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos”. Os soldados que voltaram para casa trouxeram mais do que histórias de guerra, eles vieram carregados de ensinamentos que revolucionaram a Europa Medieval.



Hildegard provinha de uma família nobre no sul da Alemanha. Aos três anos, a futura abadessa começou a ter visões. Mas foi somente aos 15 anos que percebeu que a habilidade que possuía era muito especial. Hoje diríamos que ela possuía uma mediunidade significativa. Com oito anos de idade ela foi confiada aos cuidados de Judite, chamada de Jutta, que também vinha da nobreza e era a mestra do convento onde Hildegard tornou-se freira. Com a morte da tutora ela se tornou superiora do convento.


Crédito:Wikimedia Commons


Com muita habilidade e trabalho, construiu e administrou dois conventos, próximos à cidade de Bingen, onde nunca morou, mas que lhe deu o nome pelo qual é conhecida. Escreveu livros de medicina e de ciências naturais, compôs mais de 70 sinfonias sacras. Foi poetisa e teatróloga; foi vidente e profetisa. Até sua morte, em 17 setembro 1179, sua maior batalha foi não se deixar calar.


Hildegard nasceu na transição da Alta Idade Média para a Baixa Idade Média, quando o Sistema Feudal começou a entrar em colapso por causa da divisão de terras, cedendo lugar à monarquia e ao proto-capitalismo que surgiu com o avanço do comércio e da burguesia nascente. Imiscuída nos negócios terrenos e lutas políticas da época, a Igreja Católica Romana não era o melhor exemplo a ser seguido:


Papa Formoso, Sínodo do cadáver - Wikimedia Commons



O termo “papa” é formado pela junção das primeiras sílabas de duas palavra latinas: pater patrum – “pai dos pais”, que poderia ser igualmente interpretado como “pai patrão”.


Os livros de História comprovam como muitos papas mandaram utilizar paternal e fraternamente o punhal e o veneno contra seus próprios pares, a fim de alcançar mais e mais poderes. O estilo de morte papal por envenenamento começou com João VIII, assassinado no ano de 882. Dez anos depois foi a vez do papa Formoso, que, depois de morto e enterrado, foi exumado e levado a julgamento, vestido com insígnias e colocado num trono. Então, Estêvão VI, seu sucessor, pôde imputar ao cadáver de Formoso as acusações para, finalmente considerá-lo culpado. O corpo putrefato de Formoso foi arrastado pelas ruas de Roma. O Sínodo do Cadáver é lembrado como um dos episódios mais bizarros da história do papado medieval. Mas, os assassinatos não pararam por aí. Em 904 o papa Leão V foi assassinado pelo seu sucessor, Sérgio III. Em 928 o papa João X foi envenenado pela filha de sua amante, que por sua vez era mãe de João XI, seu sucessor. Em 974, o papa Bonifácio VII assumiu o trono depois de estrangular seu antecessor, Bento VI. Em 1003 o papa Silvestre II morreu envenenado. Em 1047 o papa Clemente II morreu envenenado dois anos depois de assumir o trono, prometendo combater a corrupção no Vaticano. A lista dos papas que foram assassinados é extensa, mas vamos parar por aqui. Talvez essa seja a razão pela qual Francisco, desde que foi eleito, não quis morar no Vaticano, preferindo comer no bandejão da Casa Santa Marta – uma hospedaria eclesiástica – até hoje.


Crédito: Coroação de Carlos Magno. Wikimedia Commons


No dia 25 de dezembro do ano 800, o Papa Leão III coroou Carlos Magno como imperador do Sacro Império Romano-Germânico, revivendo o título dpois de três séculos após a queda do Império Romano do Ocidente. Como verdadeiro imperador, Carlos Magno passou a impor a conversão dos povos pagãos ao cristianismo, debaixo do fio da espada. Durante mihares de anos os povos antigos cultuaram a Grande Mãe, Carlos Magno porém, obrigou-os a serem cristãos. Era isso ou morrer.


O Sacro Império Romano-Germânico, representado por Carlos Magno, também marcou uma época de transição entre o fim do Império Romano e o nascente feudalismo. A chamada Alta Idade Média, que foi do século V ao século X, promoveu a estruturação do sistema feudal na Europa, simultaneamente com o fortalecimento da Igreja Católica no Ocidente, assim como com o surgimento do Islamismo no Oriente Médio, com a expansão dos muçulmanos pelo norte da África e pela Península Ibérica. Naquele tempo, a posse da terra determinava se a criatura seria rica ou pobre. Senhor ou vassalo. Para ampliar seu poder, a Igreja expandiu o controle de terras e de reinos. Os chamados Estados Papais foram criados a partir do ano 756 permanecendo até 1870, sob autoridade civil dos Papas. A Igreja controlava com mão de ferro a coroação de reis e legalização dos casamentos reais, uma vez que tais atos implicavam na expansão dos reinos e portanto das terras. A corrupção era muito grande, dentro e fora da Igreja, e para conquistar seus objetivos expansionistas não havia limites, dentro ou fora da Igreja.



Essa sanha expansionista acabou provocando a divisão da Igreja católica, sendo a principal causa do Cisma do Oriente, que resultou na criação de duas vertentes: a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa, cujos líderes se excomungaram mutuamente. Essa divisão foi desencadeada em 1054 no papado de Leão IX, que estava tomando decisões que afetavam a Igreja no Oriente.


Crédito: CNS/KNA-Bild


Hildegard nasceu nesse conturbado período de transição entre a Alta e a Baixa Idade Média, que vai do século XI até o século XV, ou seja, do ano 1000 ao 1500. Nesse período a Igreja criou a Santa Inquisição. O Tribunal do Santo Ofício foi criado pela Igreja Católica Romana com objetivo de combater a heresia, bruxaria e costumes desviantes. Começou no século XII na França para combater os cátaros e outros movimentos considerados heréticos. Observe que o primeiro curso de direito do mundo foi na Universidade de Bolonha, criada em 1150.


O cenário religioso e político no tempo de Hildegard pode ser resumido assim: Corrupção, assassinatos e cismas na Igreja de Roma; lutas sangrentas pela posse da terra dando nascimento ao feudalismo na sua forma clássica; combate às heresias com a criação de Tribunais que tinham prerrogativa para torturar, assassinar e promover guerras em nome de Deus.


Santo Agostinho - Wikimedia Commons


Com a União entre o Império Romano e a Igreja Católica promovida pelo Imperador Teodósio surgiu uma teologia cristã da guerra, desenvolvida por Agostinho de Hipona (354-430). Desde o início os cristãos foram obrigados a lutar contra os inimigos do império. Santo Agostinho desenvolveu a doutrina da “Guerra Santa”. Ele foi bispo de Hipona, na Argélia, província romana da África. Agostinho defendeu a tese que uma guerra agressiva era pecaminosa, MAS, se era para defesa ou recuperação de terras, ela era legítima.



Esse mote foi usado pelo papa Urbano II em 1095, com assessoria de Bernardo de Clairvaux, o São Bernardo, para promover a 1ª Cruzada contra os Muçulmanos, com objetivo de libertar a Terra Santa. Sendo assim, a “Guerra Santa” não foi inventada pelo Islã, e sim uma invenção da Igreja Católica Romana!


Iluminura da primeira cruzada - Wikimedia Commons


No ano de 1096 a primeira cruzada partiu para o Oriente. Dois anos depois da convocação da primeira cruzada, nasceu Hildegard. Ela nasceu em meio às lutas encarniçadas para atingir mais e mais poderes terrenos, sendo que o maior deles era a Propriedade da Terra. Quanto mais terras, mais poderes!


No entanto, os dotes e poderes de Hildegard eram outros: Suas experiências visionárias continuavam, mas ela mesma não sabia definir sua origem. Em 1140, aos 42 anos de idade, ela recebeu a incumbência divina de escrevê-las.



Certo dia Hildegard teve uma visão que mudou o curso de sua vida. Deus ordenou que ela escrevesse tudo o que lhe seria mostrado e ditado em suas visões. Ela era clarividente e clariaudiente. Mas, como é que ela recebia essas visões? Diz ela:

“Não tive as visões em estado de sonolência, nem dormindo, nem em êxtase, nem por meus olhos corporais ou por meus ouvidos humanos exteriores; eu não as percebi em lugares escondidos, mas é estando acordada que as vejo com meus olhos e com minhas orelhas humanas, interiormente; simplesmente, em espírito, eu as recebo em lugares abertos, segundo a vontade de Deus”.



Já que Deus mandou, ela começou a escrever o que ouvia e a pintar as visões que lhe chegavam. Hildegard trabalhou durante cinco anos no Liber Scivias Divinorun, ou Livro do Conhecimento dos Caminhos do Senhor. Ela organizasua obra descrevendo o que viu e o que ouviu. Depois ela escreveu seu mais conhecido trabalho - Liber divinorum operum= O Livro das Obras Divinas. Para Hildegard, Deus não é antropomorfo. Deus é uma energia Ígnea, que engendrou a criação humana constituída de corpo, alma, espírito. Ela descreve o homem no centro do mundo envolvido por uma série de círculos: um de fogo (vermelho), um segundo de fogo negro, até aparecer um círculo de umidade sob o qual aparece um outro, branco e denso; seis círculos formam assim uma espécie de roda gigante em torno do homem.


Crédito: Wikipedia.org


Hildegard reproduz a Natueza divina em suas quatro estações. "Eu sou a suprema e incandescente força que acendeu todas as centelhas vivas, e eu não criei coisa alguma morta… e eu sou a vida ígnea da essência divina: Eu ardo acima da beleza dos campos, eu brilho nas águas, eu queimo no sol, na lua e nas estrelas. É meu o trovão da sonora Palavra, pela qual toda criação veio à existência, e eu animei todas as coisas com meu alento de modo que nenhuma é mortal em seu gênero, pois eu sou a Vida". (Liber divinorum operum)


Crédito: Wikipedia.org


Para Hildegar, a Fonte da Vida é feminina, é a água junto com a energia ígnea, do fogo, que trazem a vida ao mundo. Tudo procede dessa tríplice energia da qual o ser humano é reflexo. O ser humano é resultado da energia amorosa entre corpo a alma e o espírito, bem como entre natureza, vontade humana e graça divina.


O Ovo Cósmico - Wikimedia Commons


Hildegard atribuía um papel crucial ao feminino na ordem do universo. Esta dimensão perpassa os seus escritos e iluminuras. Usava nos seus textos imagens femininas alegóricas investidas de grande poder. Hildegard descreve Deus como Mãe parindo sua Criação. Também conhecida como “Ovo cósmico”, essa iluminura representa a vulva, a “passagem estreita que dá nascimento à vida”. Ela foi a primeira autora a escrever sobre sexualidade e ginecologia a partir de um ponto de vista feminino. Hildegard se atreveu a falar sobre o orgasmo feminino. Que se saiba, ela foi a primeira a abordar esse tema. No desenho, ela representa o universo em forma de uma vulva, onde o clítoris é o Sol, na análise de Charles Singer, em 1917, no artigo que estou deixando a referência no final do texto.


Crédito: Wikimedia Commons


Como uma menorá, a luz central está posicionada sobre a vulva, a passagem estreita que dá luz ao novo ser que vem ao mundo. Dar à Luz aqui tem dois sentidos; o biológico e o espiritual. Todos chegam ao mundo através do ventre de sua Mãe. No entanto, estar paramentada como celebrante significa que a mulher dá a Luz da sabedoria, do conhecimento, da gnose ao seu rebanho. Dos seus pés nascem dois rios, sendo que o terceiro escorre de suas pernas pela haste central do menorá, que sustenta a Luz Central. Para Hildegard, Dar à Luz é um ato sagrado.




Hildegard também deu instruções de saúde às mulheres grávidas, com uma franqueza inédita. Abordou a sexualidade feminina e suas disfunções, provendo remédios para elas. Fez também uma detalhada análise do desejo e do prazer, considerando-os positivamente por serem obras da criação. Hildegard diz com todas as letras: As mulheres destinadas à procriação têm direito ao orgasmo!



Naquela época os conventos serviam de local de prestação de ajuda, sobretudo na hora da doença. Os camponeses sabiam que podiam contar com a ajuda das monjas para atendê-los na hora da necessidade. Hildegard ficou conhecida por suas habilidades com as plantas. Os trabalhos de atendimento e a labuta na horta do convento serviram de base para duas obras importantes: Physica - o livro de ciências naturais e Causae et Curae o livro de medicina natural.



A obra de Hildegard sobre plantas medicinais escrita em 1158 é, até hoje, referência da medicina natural.Para ela, micro e macrocosmo interagem de forma permanente. Hildegard fez muitas observações da natureza com uma objetividade científica até então desconhecida, especialmente sobre as plantas medicinais, compilando-as em verdadeiros tratados médicos, concebendo métodos de tratamento para várias doenças.


Hildegard aprendeu a olhar a NATUREZA e a ver nela a presença divina que também levaria à cura de doenças. Suas receitas são muito interessantes. Ela utilizava as coisas da natureza para preparar e prescrever suas fórmulas. Por exemplo, as medidas eram prescritas a partir das cascas de ovos. O ovo de codorna é muito menor que o de galinha, que é menor que o da pata. A casca de uma noz também poderia ser uma medida que mantinha certa precisão.


Para honrar a Deus, o homem teria que interagir honradamente com o meio ambiente. Se Hildegard fosse viva, hoje, o que diria sobre a relação que nossa civilização tem com a Natureza?


Crédito: Wikimedia Commons


Hildegard afirma: "Todos os elementos e todas as criaturas choram em alta voz diante da profanação da natureza. Eis o motivo pelo qual a natureza protesta tão amargamente contra a humanidade, ao que Deus respondia dizendo: os ventos terão fedor de putrefação e o ar vomitará tanta sujeira que as pessoas não ousarão sequer abrir as suas bocas". (Liber divinorum operum )


Sua análise foi feita numa perspectiva holística, ou seja, integrada. Para Hildegard cada fenômeno não existia isoladamente. Para entender qualquer situação, fosse o que fosse, era preciso correlacioná-locom o conjunto que o cerca. As coisas, os fenômenos e a vida acontece dentro de um todo integrado.Hildegard possuía essa visão do todo formado pela integração das diferentes partes. Hoje falaríamos que ela possuía intuitivamente a teoria sistêmica.



Hildegard foi a primeira mulher a ser considerada uma autoridade em assuntos teológicos. Foi a única mulher medieval a quem se concedeu o direito de pregar a doutrina cristã em público. Numa época em que não era comum as mulheres participarem das decisões políticas e religiosas, Hildegard fez-se ouvir. Ela era convidada para fazer preleções nos diversos conventos, femininos e masculinos do seu tempo. Nas suas pregações, condenava com muito desassombro, coragem e veemência os vícios e os abusos do clero.


Hierarquias angélicas - crédito: wikimedia commons


Hildegarda rompeu as barreiras dos preconceitos contra as mulheres que existiam no seu tempo, tornando-se respeitada como uma autoridade em assuntos teológicos. Hoje é considerada uma das figuras mais singulares e importantes do século XII europeu, e as suas conquistas têm poucos paralelos mesmo entre os homens mais ilustres e eruditos de sua geração. Os seus escritos mostram que ela possuía uma concepção mística e integrada do universo na sua complexidade. Seu prestígio se devia a dois motivos: Ela possuía o dom da vidência, por isso foi chamada de Sibila do Reno, e se comunicava em latim, língua universal na época.


Crédito: Wikimedia Commons


Sibila é o nome que os antigos davam à mulher a quem era atribuído o dom da profecia e o conhecimento do futuro. Os Papas e reis da época se consultavam com Hildegard, pedindo seu conselho. Cartas do rei da França endereçadas à Hildegard existem até hoje. Ela foi conselheira pessoal do Imperador Frederico “Barba Ruiva”. Existem mais de 400 cartas escritas ou recebidas por ela. Delas emerge a figura de uma mulher altiva, de convicções firmes, eloquente e destemida, audaz no trato com os poderosos, mas, cuidadosa e atenta às necessidades daqueles que a ela recorriam.



Hoje Hildegarda é amplamente reconhecida pelas suas obras musicais. Ela escreveu mais de 70 peças musicais. A peça Ordo Virtutum foi a primeira do gênero a ser escrita. Deve ter sido composta cerca de 1151, quando ela estava finalizando o Scivias, pois uma primeira versão da peça aparece incluída no final do livro. É uma dramatização musicada da luta de uma alma que caiu em pecado e agora está em busca de redenção. As personagens principais são a Alma, o Demônio e as personificações das várias Virtudes que ajudam ao resgate da alma caída. O texto tem uma clara função moralizante. Cada Virtude tem pelo menos uma seção solo onde descreve as suas características. No final a Alma redimida é levada para o céu, enquanto que as Virtudes, lideradas pela Humildade, acorrentam o Demônio. Há quem interprete o desenrolar da peça como a história de Richardis, uma das religiosas formadas por Hildegard e profundamente amada por ela.



Filha de uma marquesa e irmã do Arcebispo de Bremen, que orquestrou sua eleição como abadessa do Convento de Bassum, na Saxônia, Richardis aceitou o cargo que lhe era oferecido e, à semelhança da alma infeliz do Ordo Virtutum, decidiu trilhar o próprio caminho, abandonando sua Mestra Hildegard.


A triste lamentação das virtudes, no Ordo Virtutum, bem pode representar o sofrimento de Hildegard com a deserção de sua discípula e amada filha. Era como filha que Hildegard a tratava.

“Lembra-te de tua pobre desolada mãe – Hildegarda – para que tua felicidade não pereça”.

Tais palavras são análogasao modo como, na peça, as virtudes choram e convidam a pobre alma à conversão, garantindo-lhe que toda a Milícia Celeste se alegrará com seu retorno ao redil. Richardis desceu à sepultura, um ano após a separação.



Em 1584 o Papa Gregório XIII incluiu o nome de Hildegard na lista de santos e santas da Igreja. Depois disso ela caiu no esquecimento.


Depois de um longo período de obscuridade, sua vida e sua obra ganharam atenção crescente desde a segunda metade do século XX. Sabem por que? Depois que as mulheres judias americanas descobriram LILITH, e com ela foi dado grande impulso aos estudos de Gênero nas universidades europeias, as mulheres universitárias começaram a fazer pesquisas nos conventos e monastérios. Em busca de material inovador, elas abriram baús fechados há centenas de anos, e descobriram muitos tesouros. Hildegard foi um deles.


Em outubro de 2012, através de uma Carta Apostólica, o Papa Bento XVI proclamou-a Doutora da Igreja.

Bibliografia:

Bibliografia:

Singer, Charles: 'The Scientific Views and Visions of Saint Hildegard,' in Studies in the History and Method of Science, 1917.

Albuns musicais




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