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A POLÍTICA NO TEMPO DE JESUS


Embora revolucionário em suas ideias, Jesus era um pacifista, ao contrário de Simão Zelote e de Judas Iscariotes, que eram adeptos da revolução armada. Mesmo assim,esses dois apóstolos foram muito importantes no Grupo de Jesus.


Apesar de pacifista, Jesus combatia os sacerdotes do Templo, pois não aceitava o comércio da fé que ali era realizado. Ele não aceitava os sacrifícios de sangue, primeiro por que achava que não era através do sacrifício animal que se chegaria ao Pai; segundo,o comércio feito no Templo era o mesmo que explorar a fé alheia, além de corrupção do sacerdócio e dos sacerdotes. “Vendilhões do Templo!” dizia ele.

Em sua revolução pacífica, Jesus pregava a necessidade de renovação, tanto individual quanto social. Ele propunha o perdão no campo individual e um combate firme contra a exploração do ser humano. Sua atuação e suas ideias inspiraram movimentos libertários para além da Palestina chegando até os dias hoje.Muitos líderes mundiais se tornaram seguidores de Jesus, lutando pelos direitos civis do seu povo, mesmo não sendo cristãos.

No tempo de Jesus, os judeus estavam cansados de serem cativos de outros povos, e de serem colonizados por diferentes impérios. Além disso, o momento político em que Jesus nasceu era de extrema discórdia entre os judeus. Diversos grupos divergiam entre si quanto à forma de combater o Império Romano. Diferentes organizações políticas se formaram, cada uma com seu programa, sua estratégia e suas táticas. Obviamente que isso não aparece dessa forma nos textos canônicos nem nos apócrifos, mas, pra quem aprendeu a ler nas entrelinhas, consegue entender o texto e a mensagem.


Israel sempre foi uma TEOCRACIA. O Reino e a Religião nasceram juntos. As diversas concepções religiosas se expressavem através dos diferentes partidos políticos. No tempo dos Macabeus, por volta do ano 150 aC, surgiram as correntes religiosas que tinham função de partido ou organização política que perduraram até Jesus. As mais importantes foram: Macabeus, Saduceus, Fariseus, Essênios, Zelotas, Nazireus, entre outras. De forma bem resumida, elas podiam ser caracterizadas assim:



Saduceus – Eles também eram chamados de "sadoquitas" ou "zadoquitas", palavras que vem de Tsadoc = Justo. Segundo Flávio Josefo eles vinham da linhagem sacerdotal e eram do alto escalão social e econômico da sociedade na Judeia. Eles eram responsáveis pelo Templo e ganhavam muito dinheiro. Os saduceus também exerciam variadas funções políticas e sociais. Eram a elite judaica. Muito $ e muito poder.


Zadoque foi o nome do alto sacerdote no tempo de Salomão. Então, desde e tempo do Rei Salomão, os Saduceus mantinham contato estreito com os colonizadores, fossem o que fossem. Os gregos haviam se instalado na Judeia desde Alexandre o Grande, há 200 anos. Por frequentarem ambientes helenizados, os saduceus se mostravam propensos a aceitar modificações, também chamadas de helenizações na religião judaica. Uma delas seria abolir a circuncisão, considerada mutiladora e absurda pelos gregos. (cá prá nós eu também acho, ao menos como era feita naquela época. Muita gente ficou mutilada por causa desse costume) No entanto, temos que tomar cuidado, pois nem todos os sacerdotes, sumos sacerdotes e aristocratas eram saduceus; muitos eram fariseus e havia sacerdotes e ricaços que não eram membros de grupo nenhum.



Fariseus: A palavra vem de “perushim”, que significa "separados". São judeus devotados à Torá. Eram inimigos viscerais dos Saduceus, exatamente por não aceitarem qualquer modificação nas Leis Mosaicas. Eles se originaram de um grupo religioso anterior chamado Hassidim (os piedosos), que apoiou a Revolta dos Macabeus (168-142 aC) contra Antíoco IV, rei do Império Selêucida, de origem grega, que se apossou da Judeia depois da morte de Alexandre. Pois bem, Antioco tentou eliminar a cultura judaica, impondo a cultura grega através da assimilação forçada. Uma parte da aristocracia e dos sacerdotes da época apoiaram esse rei estrangeiro, mas o povo em geral, sob a liderança de Judas Macabeu resistiu e partiu para o combate. Os Macabeus ganharam a guerra e criaram a dinastia Hasmoneana.


A palavra Macabeu significa “Martelo” e designava a valentia de Judas Macabeu, mas não era um nome. Então, Judas Macabeu resolveu homenagear seu avô Simão Asmoneu, daí dinastia Hasmoneana. Temos então dois lados. De um lado, os Saduceus alinhados com o império do momento, e foram vários. De outro lado, os Fariseus = os “piedosos”, os “separados”, aqueles que não aceitavam nenhuma modificação nas leis e nos costumes. Assim, os Fariseus eram inimigos ferrenhos dos Saduceus.

Para combater o poder e a corrupção dos Saduceus, ou seja, dos sacerdotes no Templo, os Fariseus criaram as sinagogas, que eram locais de estudos, dirigidos por Rabinos. Com a destruição do Templo em 70 dC, sobraram as sinagogas. Assim, os Fariseus foram precursores do judaísmo rabínico que existe até hoje pelo mundo.



Para entender quem foram os Macabeus é preciso voltar até Alexandre, o Grande. O levante dos Macabeus foi liderado pela família sacerdotal de MATATIAS e seus cinco filhos, dos quais o mais conhecido foi Judas Macabeu. Os gregos não foram apenas imperialistas militares, mas culturais. Os colonizadores gregos levaram seu estilo de vida: sua - arte, arquitetura, idioma, literatura e filosofia - ao Oriente Médio. A Grécia era tudo de bom. Assim como entre nós imperou o “Sonho Americano”. Tudo que fosse cultura local era menosprezado.


A narrativa sobre o primeiro encontro de Alexandre com os judeus está registrada tanto no Talmud quanto pelo historiador judeu Flavio Josefo. Em ambos, o Sumo Sacerdote do Templo em Jerusalém, temendo que Alexandre destruísse a cidade, saiu para encontrá-lo antes que ele chegasse. Ao avistar o Sumo Sacerdote, Alexandre desmontou e inclinou-se perante ele, gesto que ele jamais fazia. Na narrativa de Josefo, Alexandre explica por que fez isso respondeu: “Eu não me inclinei perante ele, mas perante ao Deus que o honrou com o Sumo Sacerdócio; pois eu vi esta mesma pessoa, vestida com a mesma roupa em um sonho.” O fato é que Alexandre poupou Jerusalém, absorvendo a Terra de Israel pacificamente em seu império.


Assim começou o relacionamento mais complexo e interessante do mundo antigo. Para os judeus, os gregos eram uma cultura exótica e nova, para os gregos, os judeus eram muito diferentes pois eram os únicos monoteístas em meio ao politeísmo. Seria um equívoco enxergar a Guerra dos Macabeus como puramente judeus X Gregos. Os judeus lutavam entre si. Os judeus helenizados queriam convencer os ortodoxos que suas crenças eram primitivas demais para o mundo “moderno” da cultura grega. Já os ortodoxos achavam que os helenizados eram colaboracionistas demais.


Brutais perseguições desencadearam a primeira guerra religiosa/ideológica da História – que ficou conhecida como a Revolta dos Macabeus. No entanto, contra todas as expectativas, o exército de guerrilha dos Macabeus derrotou os exércitos gregos, maiores, mais bem equipados e profissionais. Após três anos de lutas, Jerusalém foi libertada e uma nova dinastia foi criada: a Casa Hasmoneana, da linhagem sacerdotal dos Levitas, da qual Maria Madalena era descendente. Essa nova dinastia estabeleceu um reino independente na região até a chegada de um novo Império, o Romano.



Essênios: Assim como os Fariseus, que significa ("separados") os Essênios também se separaram dos demais grupos judeus. No entanto, ao contrário dos Fariseus, que eram devotos da Torá, aos quais Jesus chamava de “sepulcros caiados”, os Essênios tinham restrições aos dois grupos: as Saduceus e aos Fariseus.


Um dos primeiros a mencionar a Comunidadedos essênios foi o historiador judeu Flávio Josefo (37-100). Quando tinha 16 anos, Josefo estudou com um mestre essênio e viveu durante três anos numa comunidade essênia. Segundo Josefo, os essênios acreditavam que haveria uma luta final entre os “Filhos da Luz” contra os “Filhos das Trevas”. Eles deveriam estar preparados para quando chegasse esse dia.


Os Essênios formavam um grupo de pessoas, geralmente homens, que saíram de Jerusalém para viverem no deserto, totalmente isolados dos demais judeus e, como revelam seus Pergaminhos, eles se viam como a nova comunidade sagrada, esperando para quando o tempo chegasse, no qual um novo e melhor grupo sacerdotal tomaria conta do Templo em Jerusalém. Eles sonhavam com a volta idílica ao Templo puro, sem corrupção e sem entreguismo ao poder dominante.


Os Essênios abandonaram Jerusalém em protesto contra a classe sacerdotal e a forma como o Templo estava sendo administrado. Eles então decidem que a melhor maneira de lutar era se afastarem do mundo mundano de Jerusalém e do Templo. Eles adotaram a tática do afastamento por entenderem que o judaísmo estava contaminado pelo apego ao dinheiro e ao poder, mas como eles não tinham cacife para enfrentar essa situação, o melhor era esperar até que conseguissem arregimentar mentes e corações para poderem mudar essa situação.


Acreditavam que a era maligna dos comerciantes da fé teria um fim, e que chegaria um novo tempo, glorioso, com o advento do Messias.


Alguns pergaminhos de Qumran, mencionam que, não apenas um Messias era esperado, mas, pelo menos dois. Um Messias da linhagem real de Davi, que viria para liderar a guerra. E um outro Messias, da linhagem de Aarão e Zadok, que viria para restaurar o Templo de Jerusalém, devolvendo-o à sua pureza original.


O pergaminho Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas, falam dos combates dos F d Luz, eles mesmos, contra os F d Trevas, que eram todos os demais.


Os Essênios acreditavam que em algum momento haveria uma grande batalha, uma luta cataclísmica, não apenas entre as pessoas, mas também entre as forças cósmicas do mal contra as forças do bem. E, nesta luta gigantesca, os anjos estariam lutando ao lado dos Filhos da Luz, contra os Filhos das Trevas derrotando as forças do mal, e promovendo a vitória dos F. da Luz. Sendo uma comunidade monástica, os Essênios eram contra a propriedade privada e, dizem alguns estudiosos, contra a presença de mulheres numa comunidade de celibatários.


Jesus foi um Essênio?


Alguns exegetas acham que sim, outrosdizem que não. Até aqui nada comprovado!


Os que duvidam dizem:“apesar de existirem inúmeras passagens nos MMM que são idênticas às do evangelho cristão, não há uma única menção a Jesus”. É verdade, diz Thiering, pois os essênios não se tratavam pelos nomes, mas por seus codinomes. Afinal, lembra ela, Jerusalém estava vivendo constantemente em guerra, e os judeus estavam divididos entrediferentes seitas religiosas, que tinham posições políticas. Todos esses grupos eram de militantes políticos que, em alguma medida podiam aspirar a mesma finalidade, porém, suas táticas eram bem diferentes entre si.


Havia também mais duas organizações políticas no tempo de Jesus:



Zelotas e Sicários: Ambos adotavam a luta armada, seja contra os romanos, seja contra a elite dominante e até mesmo contra os “quinta-colunas”. Eles aguardavam a vinda de um messias guerreiro que colocasse um fim na expropriação dos judeus e que restituísse um reino independente. Eles eram devotos à Torá, acreditando que, para defendê-la, poderiam até matar.


Zelotes e Sicários julgavam que os Fariseus eram cúmplices dos romanos no sistema de exploração dos judeus. Zelotes e Sicários defendiam uma “reforma” social, apenas contra os “abusos”, sem questionar o verdadeiro motivo da exploração, o Imperialismo.


Quanto ao Templo, os Zelotes buscavam “reformar” o culto e as tarefas sacerdotais, sem questionar a própria existência do Templo e sua estrutura sócio-econômica. Todo judeu devia pagar dois impostos: um ao templo e outro aos romanos. Porém,além de pagar o dízimo ao Templo, os judeus ainda eram obrigados afazer ofertasregulares de animais para o sacrifício, cuja melhor parte ficava para os sacerdotes e, comercializadas, geravam maiores lucros.


Flavio Josefo diz que os Zelotes foram responsáveis por inúmeras rebeliões violentas contra o Império Romano por cem anos. Todas foram frustradas, inclusive a que resultou na tomada e destruição do Templo de Jerusalém, em 70 dC, relatada por Josefo. Outro detalhe interessante é que os Zelotes eram inimigos mortais dos Publicanos.


Publicanos: Eles não se constituíam em uma organização política. No entanto, mais do que simplesmente cobrar os impostos, os publicanos eram judeus que se aliavam aos romanos contra os demais judeus. Por este motivo eram detestados pelos Zelotes. Quando Simão, o Zelote, adere ao grupo de Jesus, ele teve que conviver com Mateus, um ex Publicano.


No grupo de Jesus, o Nazareno, estes homens tinham que aprender a conviver sem se matarem. Mateus, o publicano judeu, tinha que conviver com Simão Zelote e Judas Iscariotes, os turbulentos e selvagens patriotas. Além deles, existiam outros.


Nazarenos: Segundo Flávio Josefo, é possível que os Nazarenos também tenham sido um subgrupo dentro dos Essênios. A palavra “cristão”, designando os seguidores de Jesus, éNaṣrānī entre os árabes, sendo "Notzrim"em hebraico. O Evangelho de Filipe afirma que a palavra "Nazareno" significa "a verdade".

Não é consensual a origem dos Nazarenos. Há quem defenda que eles não eram judeus, contudo, os votos que os adeptos faziam estão regulamentados em Números 6:1-21.


Os Nazarenos acreditavam que a Natureza, os seres humanos e todas as coisas vivas eram o verdadeiro Templo de Deus, que não habitava em lugares feitos pelas mãos dos homens, mas sim nas coisas vivas. Abominavam o sacrifício de animais e achavam que a oferta agradável a Deus eram partilhar a comida com os famintos. Lembrando que “comida” aqui tem o significado literal, mas também o significado simbólico: Todos aqueles que tem fome de justiça.


João Batista foi um Nazareno e seus herdeiros espirituais são chamados de Mandeus, palavra aramaica que significa “conhecimento”, equivalente ao grego “gnosis”.



Fazendo então um resumo das seitas judaicas que também eram organizações políticas:


Macabeus: Antes dos Saduceus e Fariseus, os Macabeus promoveram uma guerra contra o império deixado por Alexandre, o Grande, restabeleceram um reino independente

e criaram a dinastia sacerdotal hasmoneana, da qual Maria Madalena era descendente.

Saduceus: Faziam parte da elite econômica, ou seja, a classe dominante aliada ao Império Grego e depois ao Império Romano. Não exitavam em abrir mão de suas crenças, desde que estivessem de bem com aqueles que dominavam Israel.

Fariseus: Eram devotos ortodoxos da Torá. Eram contra os sacerdotes do Templo. Instituíram as Sinagogas e o judaísmo rabínico. Porém, não eram contra o sistema econômico vigente, nem com a exploração dos pobres, além de concordarem plenamente com a subjugação da mulher, cujo único mérito era ser uma boa reprodutora dos seus descendentes, a fim de perpetuar sua linhagem. Jesus os chamou de “sepulcros caiados”

Essênios: Não concordavam nem com os Saduceus, nem com os Fariseus. Avaliaram que não possuíam força suficiente para derrotar, nem o Império Romano, nem os sacerdotes corruptos, nem o rabinato ortodoxo. Diante disso, resolveram se afastar para o deserto e aguardar a chegada da guerra entre os F da Luz contra os Filhos das Trevas.

Zelotas e Sicários: Partiram para a luta armada. Abominavam a classe sacerdotal e o comércio dentro do Templo. Abominavam os impostos escorchantes a que a população judaica estava submetida. No entanto, eram reformistas, desejavam coibir os “abusos” sem mudar efetivamente a estrutura, seja do governo, seja do Templo.


Nazarenos: Jesus era Nazareno porque pertencia aos Nazireus, subgrupo dos Essênios. Deste grupo também fizera parte João Batista. No entanto, em algum momento Jesus deixa o grupo dos Nazireus para formular sua própria proposta de “Caminho”. Esses grupos mantinham entre si pequenas divergências que acabaram fazendo grande diferença, tanto no campo religioso quanto no campo político.



Como classificar o Grupo de Jesus?

Com os avanços dos estudos comparativos entre os textos canônicos, os pergaminhos do Mar Morto - Nag Hamadi, e os escritos de Flávio Josefo, somados aos textos egípcios decifrados, assim como os da língua cuneiforme do mesmo período, está sendo possível elaborar novas hipóteses para velhos dogmas. O Grupo de Jesus foi revolucionário. Ele juntou, ao invés de separar:

A presença de Simão Zelote, o feroz e indomável patriota, do sicário Judas Iscariotes e do Publicano Mateus na lista dos apóstolos ilustra bem as ideias de Jesus. Além dos 12 apóstolos, Jesus mantinha um grupo de 70 discípulos, entre os quais José de Arimateia. Os textos canônicos relatam que José de Arimateia era assim chamado porque veio da cidade de Arimateia, na Judeia.

Bárbara Thiering discorda e explica por que. Na antiguidade as pessoas não tinham nome e sobrenome como agora. Muitas vezes nem nome tinham. Durante a Idade Média adotou-se o costume de identificar as pessoas a partir da cidade onde nasceram, sendo Leonardo da Vince – nascido na cidade de Vince. É o caso mais conhecido.


A Igreja medieval adotou o costume e passou a chamar os personagens bíblicos dessa forma. Então, José de Arimateia só poderia ser de uma cidade chamada Arimateia, Maria Madalena era da cidade de Magdala, e por aí vai... Hoje esse costume está sendo desvendado.



Até a Idade Média não existia a cidade de Arimateia. A Enciclopédia do Islam diz que os cruzados identificaram Rama/Ramatain, uma cidade fundada por volta de 700 dC no que outrora fora a colônia de Dã, cujo nome HA RAMA THEO foi helenizado para Arimateia.


Estudiosos confirmamque "Arimateia" foi uma derivaçãogrega do hebraico "Ramathaim Sophim", a cidade do Profeta Samuel, da Tribo de Efraim, origem do Rei Davi.

Barbara Thiering, com base na onomástica, que é estudo linguístico dos nomes próprios, confirma que Arimateia é HA RAMA THEO, não da cidade de Arimateia, mas sim portador do título Seguidor de Rama, Seguidor da LUZ.


“Ha rama theo” significa “seguidor de Rama”, a divindade solar do Vale do Indo. É interessante cruzar informações. Os Essênios eram seguidores do calendário solar, ao contrário dos demais grupos judeus que seguiam (e ainda seguem) o calendário lunar. Eles também afastavam as mulheres das suas comunidades. Os Essênios eram adoradores da LUZ, eles se chamavam Filhos da Luz. Provavelmente suas crenças foram inspiradas nos Deuses Solares. Contudo, os ensinamentos de Jesus contrariam alguns pontos dos ensinamentos dos essênios, sobretudo em relação à participação da mulher como discípula. Ainda não está clara essa relação. É preciso aprofundar as pesquisas.


Segundo os Evangelhos canônicos, José de Arimateia foi um homem rico, senador e membro do Sinédrio, o colégio dos mais altos magistrados do povo judeu e que formava a suprema magistratura judaica. A Bíblia relata que ele era discípulo de Cristo, mesmo que secretamente (João 19:38).


Estudos laicos identificam José de Arimateia como um rico comerciante, dono de uma frota de navios que faziam exportação, principalmente da Palestina até a Britânia.



Jesus não era favorável à violência, mas quando precisou...



JESUS foi um pacifista, mas nunca deixou de mostrar de que lado estava.



Para saber sobre a posição política de Jesus devemos observar seu grupo e suas atitudes.


Uma das marcas do Grupo de Jesus é aresolução dos velhos antagonismos, marca registrada do seu tempo. Quando ele diz: MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO! É possível que ele estivesse ensinando como seria um mundo diferente, NÃO LÁ EM CIMA, mas aqui mesmo, na terra.

Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cordeiro se deitará; o bezerro, o filho do leão e o animal cevado viverão juntos e um pequeno menino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos lado a lado se deitarão e o leão comerá palha com o boi. Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade. (Isaías 11.6-9a)


Certamente Jesus não estava se referindo ao reino animal, e sim, dizendo de forma cifrada que o mundo da exploração e da escravização dos seres humanos por outros seres humanos deveria chegar ao fim. No reino de Cristo não haverá exploração do homem pelo homem. Ou seja, no seu reino não poderá existir o modo de produção capitalista, totalmente baseado na exploração. Não poderá existir a propriedade privada - da terra e dos demais bens de produção.



No Reino de Jesus a mulher deixará de ser “propriedade” do homem, seja ele pai ou marido.


"...disse João a todos: Eu, na verdade vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. (Lucas 3:16).

E Mateus 10:34-38 repetindo o Mestre diz:


Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Ou seja, só será possível construir um mundo de justiça, colocando a mão na massa, lutando. A “espada” aqui é um eufemismo para luta.


Filhos contra os pais, pais contra os filhos: Os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. Jesus está falando de HERANÇA, divisão de bens materiais, grandes fortunas, porém, na maioria das vezes pouca coisa, que, no entanto, provocam todo tipo de briga em família.


Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. Quem coloca o “meu” e “minha” na frente do “nosso” não é digno do Cristo. Em mais uma ocasião ele disse que a “família” dele era todo mundo e não apenas os “de sangue”. Nas tribos indígenas não existem crianças abandonadas, crianças com fome. As crianças são de todos, todos cuidam, a tribo toda se sente responsável por elas. E em nossa sociedade?


E quem não toma a sua cruz e não segue após mim, não é digno de mim.


Jesus está falando da construção do SEU REINO, que não é na outra vida, como costumeiramente se pensa, mas aqui neste mundo mesmo. O mundo capitalista teve um começo e certamente terá um fim. A dominação da mulher pelo homem teve um começo e, certamente terá um fim. Construir um mundo novo depende de nós. É tarefa nossa!


Crédito: Foto de Lars Curfs - CC-BY-SA-3.0-NL

Termino com esta imagem de Jesus na Catedral Metropolitana de Buenos Aires. Observe que O Mestre Jesus, está vivo, pregando, atuando politicamente, nos ensinando que, maior que sua morte e ressurreição é a tarefa de construir um mundo melhor, aqui na Terra. O Cristo pregando é maior que o Cristo pregado na cruz.

Disse Lucas 8:2-16:

Deus concedeu-vos a possibilidade de conhecer o significado destas coisas. Assim, virá o dia em que tudo será trazido à luz e posto às claras diante de todos. Quem tiver ouvidos de escutar, que ouça!



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